Ter um casamento em Alcobaça onde criançada não estava convidada, implicou que eu tivesse de deixar o meu querido filho em casa com os avós... Durante a noite, primeira noite que eu passei sem o meu querido filho? Se custou? MUITO! Muuuuuito! Sai de casa a chorar, qual Maria Madalena, e não conseguia parar.
Andei a manhã toda ansiosa, já sabia que as 13h iam chegar e era o nosso limite de sair de casa rumo ao Oeste. E até me estava a aguentar - não queria chorar em frente ao piolho - até que o pai pergunta me, mesmo antes da avó chegar e nós sairmos, enquanto estava com o Vasco ao colo:
- estás bem?
- não!
E pronto, começou ai a sessão de choro que durou algum tempo ainda... Evitei telefonar para casa, pois já sabia que, ao ouvir o meu pequeno Vasco, ia começar a chorar. Assim sendo, fui trocando mensagens com a avó, senhora minha mãe. Aguentei me até à hora do soninho dele para falar c a avó, tudo tranquilo.
Acordei às horas do Vasco, para contrariar a minha teoria de 'quado me deitar e puder dormir tudo o que quero, acho que hiberno durante 14h seguidas. Naaah, mentira; acordei as 7h certinhas, hora a que o meu Vasco costuma pedir a chucha e às 9:45h, hora a que costumamos estar a sair de casa para o nosso passeio higiénico. Depois fiquei a saber pela avó que às 7h em ponto o meu piolho acordou, porque queria a chucha para continuar o seu soninho por mais uma hora :) coração de mãe e esta sintonia que mãe e filho partilham / vivem é o melhor do mundo, o melhor que se pode sentir, o melhor que se pode experenciar.
Manhã seguinte acordei e liguei logo para casa, ouvi-lo a rir deixou me de lágrimas nos olhos pela vontade de querer estar ao lado dele, contudo deixou me com o conforto de que ele estava bem.
Claro que os noivos, agora já casados e muito bem casados, inventaram de almoçarmos juntos... Juro que com o passar das horas fui deixando de conseguir pronunciar palavra que fosse ... E para bem de todos! Porque sempre que me obrigavam a abrir a boca era para pôr uns olhos de cachorro mal amado e dizer 'eu quero ir para caaaaaasa'. Impus um limite a nós mesmos, às 15:30h tínhamos de sair de lá. A modos que às 15:38h estávamos de cu alapado no carro e das poucas coisas que lembro me de ter pronunciado a viagem toda foi qq coisa como 'estás a pensar em ir mais rápido, certo?'. À medida que aproximávamos-nos de casa, a ansiedade aumentava e era como que se fosse ver o meu filho pla primeira vez. A sério, não me lembro de ficar pior a caminho da maternidade Hehe
Tenho de tirar o bom desta experiência ( a não repetir tão cedo ) e perceber que fez me bem, uma vez que para a semana que vem começo a trabalhar. E embora não vá estar 28h sem o meu filho ( raios maaa partam se me pregam uma partida e por algum motivo ficamos em escala ) sei que vai ser duro, muito duro e que vou sofrer e chorar e embora esteja bem e de conversa fiada com colegas, há aquela coisa que não sei bem como explicar que é o meu filho não me sair do pensamento um único segundo. Só me resta saber se o regresso a casa vai ser sempre assim? Com a gasolina sempre a aumentar e com tal ansiedade, não sei se ganho pro gasto Hehe
No final das contas, com a minha dor posso eu bem. Na verdade, só quero que o meu filho não sinta a minha ausência como eu ( já sinto ) a dele. E tudo será mais fácil... Verdade verdadinha.
❤
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